Resumo:
Analisa os desdobramentos políticos após a Revolução de 1930 e os perigos do autoritarismo que surgiram com a Legião de Outubro, um movimento que visava consolidar uma ditadura em torno de Getúlio Vargas, apoiado por setores fascistas. A Legião não vingou, mas seu espírito totalitário ressurgiria com o Estado Novo. Destaca o papel vigilante do jornal "Estado do Rio Grande", que denunciou os desvios do movimento e defendeu os ideais revolucionários. No entanto, o autoritarismo continuou a se desenvolver e, anos depois, surgiu a Legião Cívica General Lott, um movimento mais perigoso, pois estava diretamente vinculado ao Ministério da Guerra e, portanto, à força militar. Essa legião visava fortalecer a ditadura pessoal de Lott, colocando o Brasil em uma situação de grande delicadeza política. Critica o movimento, questionando o caráter do civismo defendido, já que se baseia na força militar e não na defesa de uma revolução. A fundação da Legião levanta temores de que Lott esteja se preparando para se tornar presidente, utilizando o poder militar para conquistar o cargo de forma legal ou, caso surjam obstáculos, impor sua autoridade através do uso da força. Conclui que o presidente Juscelino Kubitschek não pode ignorar essa ameaça, pois a situação coloca em risco a democracia e as instituições representativas do país.