Resumen:
Aborda a questão do assassinato político no Brasil, destacando sua gravidade crescente. Inicialmente, menciona que assassinatos políticos ocorreram ao longo da história do país, muitas vezes ligados a campanhas políticas passionais. No entanto, o que preocupa Pilla é a transformação do assassinato em um instrumento político deliberado. Segundo o autor, em algumas regiões do Brasil, adversários políticos são eliminados devido à sua ameaça de conquistar posições de poder, com a ajuda de organizações especializadas em assassinatos. Alerta para o fato de que, embora as causas sociais, como educação e condições econômicas, influenciem esses crimes, a raiz está profundamente ligada à luta política, intensificada pelo sistema presidencialista vigente. Esse sistema, para o autor, cria um ambiente propenso à conquista de poder pessoal, ao invés de servir à coletividade. A luta pelo poder, muitas vezes exacerbada pela ineficiência da justiça e o faccionismo nas forças policiais, culmina na banalização do assassinato como meio para atingir fins políticos. Afirma que esse fenômeno se manifesta de maneira mais clara em Alagoas, onde a barbarização da vida pública é visível. Ele conclui que a degeneração dos costumes políticos, impulsionada pelo presidencialismo, tem permitido que o assassinato se torne um recurso legítimo no jogo político.