Resumo:
Faz uma crítica profunda ao regime político vigente no Brasil e à situação da democracia no país. Ele destaca que a recente eleição de Ademar de Barros em São Paulo revela o desencanto da população e a degeneração do sistema político, o que é exemplificado pela crescente desmoralização do Congresso. Segundo Pilla, a vitória de Ademar é um reflexo da continuidade de um regime incapaz de regenerar a vida pública brasileira. Ele enfatiza que o sistema presidencialista, em sua forma atual, não tem a capacidade de reformar as instituições, sendo responsável pela decadência moral e política. Apoia a imediata reforma da Constituição, defendendo o sistema parlamentarista como uma possível solução para os problemas do país. Ele argumenta que a reforma é a única maneira pacífica de evitar uma crise ainda mais profunda e evitar a revolução, que poderia ser o único caminho para uma verdadeira transformação política. Considera que a reforma é urgente, já que o país está à beira do caos, resultado da irresponsabilidade, incompetência e corrupção que marcam o regime atual. No entanto, Pilla expressa o receio de que a reforma possa ser ineficaz se não for implementada corretamente, dado o estado de degeneração das instituições políticas. Ele conclui que é necessário tentar uma mudança constitucional antes que o caos irreversível se instale.