Resumen:
Analisa a crise enfrentada pelos partidos nacionais brasileiros, identificando as causas profundas dessa situação. A crise é mais grave nos maiores partidos, que se distanciam das organizações eleitorais e não conseguem criar o ambiente político necessário para o funcionamento de partidos verdadeiros. Aponta o presidencialismo como a principal causa dessa falência, uma vez que ele não favorece a criação de partidos sólidos. Além disso, Pilla menciona um erro crucial após a queda da ditadura em 1945: a eleição presidencial, que absorveu a atenção do eleitorado, obscurecendo o foco da Assembléia Constituinte. Embora tenha sido convocada, a Assembleia foi dominada pela eleição presidencial, o que prejudicou a organização de partidos com bases ideológicas claras e a realização de uma reforma política profunda. Esse erro foi exacerbado pela transformação da Assembleia Constituinte em um Congresso Ordinário, o que impediu a criação de um sistema partidário coeso. Como resultado, os partidos formados não são compostos por tendências definidas, mas sim por agrupamentos heterogêneos, onde coabitam diversas correntes, muitas vezes contraditórias, sem uma unidade clara. A falta de organização e de uma base ideológica consolidada contribuiu para o caos político e a ineficácia do sistema legislativo, onde partidos não conseguem cumprir seu papel de maneira eficaz.