Resumen:
Aborda a questão da transferência da capital do Brasil para o Planalto Central, destacando a importância de tal mudança para a construção de uma verdadeira democracia no país. Ele afirma que, apesar de apoiar a ideia da transferência, discorda da forma apressada e pouco planejada como está sendo realizada. Critica o projeto da nova capital, que está sendo construído com pressa, sem considerar as necessidades logísticas fundamentais, como a abertura de vias de comunicação adequadas para o transporte de materiais de construção. Ele observa que a cidade que está sendo erguida parece mais um acampamento temporário do que uma verdadeira capital permanente e monumental. Também aponta que a construção está sendo impulsionada por um desejo de glória política por parte do presidente Juscelino Kubitschek, que quer inaugurar a nova capital ainda em seu governo, sem considerar a necessidade de um planejamento cuidadoso. Alerta que, ao invés de se criar uma cidade austera e imponente para abrigar o governo do país, o que se está promovendo é um "arraial festivo", inadequado para a administração séria e eficiente do Brasil. Em sua reflexão, Pilla destaca a urgência e o caráter provisório das ações, criticando a pressa e a falta de planejamento na execução desse projeto vital para o futuro do país. Ele acredita que a construção de Brasília, se feita de maneira apressada, pode resultar em uma grande falha histórica.