Resumo:
Aborda as críticas de Danton Jobim ao sistema parlamentarista, especificamente em resposta a um artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, que condena a reforma parlamentarista como solução para a grave crise política, econômica e social que o Brasil enfrenta. O autor do artigo reconhece a falência do regime presidencialista, mas se opõe veementemente ao parlamentarismo, sem apresentar uma alternativa viável para a crise. Pilla contesta essa visão, destacando que, apesar de ser compreensível a posição de quem acredita que o parlamentarismo não resolverá a crise, afirmar que ele levará o país à ruína é um desafio ao bom senso. Para Pilla, a reforma parlamentarista, ainda que ineficiente, não traria mais prejuízos do que o sistema presidencialista atual. A mudança para o parlamentarismo poderia, por si só, provocar um efeito psicológico de renovação, revitalizando a esperança da população e ajudando no processo de recuperação nacional. Ele também argumenta que o parlamentarismo tem vantagens, como maior responsabilidade política, seleção dos mais capacitados e maior moralidade na vida pública. Conclui destacando a superioridade do sistema parlamentarista, que é mais moderno e avançado em comparação com o presidencialismo, que se originou no final do século XVIII, enquanto o parlamentarismo teve seu desenvolvimento pleno apenas no século XIX. Para ele, a reforma é uma necessidade urgente para a evolução democrática do Brasil.