Abstract:
Discute a reação de alguns indivíduos, incluindo jornalistas, ao advento do sistema parlamentar, temendo que ele possa resultar no fortalecimento da "opinião pública" no governo. Ele argumenta que, embora existam impugnações, muitas delas são mais para preservar os interesses consolidados no sistema presidencialista atual do que por um verdadeiro temor ao sistema parlamentar. Critica a posição de Danton Jobim, que, embora reconheça a superioridade do sistema parlamentar em termos doutrinários, questiona sua aplicabilidade ao Brasil. Contesta essa visão, afirmando que se algo é superior em teoria, também deve ser na prática, pois a teoria não pode contradizer os fatos. Ele sugere que, se a democracia representativa não é desejada, poderia-se recorrer a uma forma de governo autoritário, mas se a democracia é a escolha, é incoerente optar por um sistema presidencial que não reflete plenamente os princípios democráticos. Destaca que o presidencialismo, originado nos Estados Unidos, foi influenciado por uma desconfiança na democracia, o que resultou em um sistema de governo com poderes excessivos para o presidente. Também critica o argumento de que o sistema parlamentar agravaria os problemas políticos do Brasil, afirmando que, se o presidencialismo é defeituoso, um sistema parlamentar seria, no mínimo, uma alternativa mais democrática.