Resumen:
Aborda o conceito do "cidadão-soldado", um personagem moldado pela falência do regime democrático representativo. Esse indivíduo, inicialmente derrotado mas persistente, foi forçado a agir diante da incapacidade política do país e da dominação dos poderosos. O movimento do cidadão-soldado ganhou força a partir de 1922, com exemplos de dedicação à causa democrática, mas sempre com vitórias parciais, e seu ápice parecia ocorrer com a Revolução de 1930, que acabou sendo desvirtuada por uma ditadura corrupta e demagógica. Explica que, apesar das boas intenções da revolução, o regime que se instaurou desviou-se de seus objetivos iniciais, gerando uma classe política afastada das necessidades da população. O destino do cidadão-soldado foi variado: alguns se entregaram ao poder, outros tentaram corrigir os rumos, enquanto muitos, desiludidos, se afastaram para os quartéis. Destaca Alcides Etchegoyen como um exemplo do verdadeiro "cidadão-soldado", que permaneceu fiel aos seus princípios democráticos e morreu como um verdadeiro patriota, com o sonho de uma pátria livre e próspera. Encerra com a reflexão sobre o distanciamento desse sonho, que se tornava cada vez mais distante à medida que o tempo passava. O cidadão-soldado, portanto, representa um ideal de dedicação à democracia e ao país, mesmo diante das adversidades políticas.