Resumo:
Faz uma crítica contundente ao sistema político brasileiro, especialmente ao presidencialismo, que ele considera uma forma de ditadura legalizada. O autor argumenta que o regime atual, embora aparentemente democrático, é uma ditadura disfarçada, sustentada pela centralização do poder em um único homem ou grupo de pessoas. Através de um governo presidencialista, Pilla vê a constituição do poder pessoal, o que enfraquece as instituições democráticas. Ele também destaca o agravamento dessa situação com a crescente intromissão do militarismo, que começou com o golpe de 1930 e continua a influenciar o governo, especialmente após o golpe de 11 de novembro. Além do autoritarismo político, Pilla critica o intervencionismo econômico, que considera uma distorção do poder do Estado. Ele vê isso como um controle total da economia, que limita a liberdade dos cidadãos, e menciona o episódio de censura à revista Maquiso como exemplo claro do impacto do controle econômico sobre as liberdades individuais. Para Pilla, a combinação de presidencialismo, militarismo e intervencionismo leva o Brasil a um regime autoritário que sufoca tanto a liberdade política quanto a econômica. No entanto, ele distingue as intervenções militares ou econômicas que buscam corrigir desvios de poder das que, na sua visão, perpetuam uma ditadura.