Resumen:
Faz uma crítica contundente ao presidente Juscelino Kubitschek, comparando sua retórica à de Getúlio Vargas, mas com uma diferença no impacto gerado. Pilla argumenta que, apesar de Juscelino buscar se associar à imagem de Vargas, ele não possui o mesmo poder de influência. O autor observa que as falas do presidente são egocêntricas, sempre centradas em sua própria figura, ao invés de abordar os reais problemas que afligem a população, como o aumento do custo de vida. Pilla destaca que, embora Juscelino se dirija aos trabalhadores com promessas de melhorar suas condições, ele ignora as dificuldades concretas e as responsabilidades do governo. Também critica a postura de Juscelino como pacificador, afirmando que, ao invés de oferecer paz, o governo está na verdade perseguindo adversários políticos, como o líder da UDN, o que contraria suas palavras de magnanimidade. Pilla sugere que, para ser genuinamente pacífico, o governo precisa respeitar os direitos e resolver os problemas urgentes do país, sem recorrer à repressão. Por fim, menciona o discurso de Juscelino sobre nacionalismo, concordando com a definição do presidente de que o verdadeiro nacionalismo não é xenofóbico nem isolacionista, mas considerando que a prática do governo dista bastante dessa teoria.