Resumen:
Reflete sobre a comparação entre os sistemas de governo republicano e monárquico, especificamente as variantes parlamentar e presidencial. Pilla argumenta que, assim como a monarquia parlamentar representa um aperfeiçoamento em relação à monarquia tradicional, a república parlamentar é uma evolução da república presidencial. Ele ressalta que o que realmente distingue uma monarquia de uma república não é a forma de eleição ou a permanência do chefe de Estado, mas o poder que lhe é atribuído. Pilla observa que, embora o modelo parlamentar funcione de forma mais fluida com uma monarquia, isso não justifica a exclusão da república parlamentar. Ele critica os presidencialistas que, sem argumentos sólidos, desconsideram o sistema parlamentar, e também questiona a postura de alguns monarquistas que defendem a monarquia como solução, mesmo diante das dificuldades que esse sistema poderia apresentar no contexto atual, dado o número de pretendentes ao trono e a diversidade de visões dentro do movimento monarquista. Conclui defendendo a adoção do parlamentarismo, independentemente de ser republicano ou monárquico, como uma alternativa mais eficaz do que o sistema presidencialista, que ele considera um fracasso no Brasil.