Resumen:
Critica a posição de alguns parlamentaristas e monarquistas que priorizam a monarquia sobre o parlamentarismo, acreditando que o sistema parlamentar só funciona bem sob uma monarquia. Pilla alerta que adotar essa visão dificultaria a necessária reforma política no país, já que os presidencialistas, embora em número reduzido, ainda mantêm posições influentes, prejudicando a nação. Também argumenta que, embora o parlamentarismo funcione mais suavemente em uma monarquia, devido à posição estável e acima das facções do monarca, esse modelo não seria inteiramente aplicável no Brasil. Ele destaca que a mentalidade de um monarca poderia variar dependendo da personalidade e do período histórico, como ocorreu com os imperadores D. Pedro I e D. Pedro II. Pilla questiona qual mentalidade prevaleceria em uma monarquia restaurada, já que existem várias correntes dentro do movimento monarquista, inclusive aquelas que defendem um regime autoritário. Conclui que não se deve esperar pela monarquia para instituir o parlamentarismo, pois, se essa transição fosse feita tardiamente, os danos causados pelo regime presidencialista seriam irreversíveis.