Abstract:
Raul Pilla faz uma reflexão sobre a postura dos estudantes e da mocidade diante da política e do governo. Ele elogia Gustavo Corção, que corajosamente defendeu que os estudantes devem se preparar para resolver problemas administrativos no futuro, e não se envolverem prematuramente na gestão pública. Pilla concorda com Corção e reforça que, ao invés de “brincar de governar”, os estudantes devem focar em se capacitar para governar, tanto como profissionais quanto como cidadãos responsáveis. A mocidade não deve buscar o poder político antes de estar adequadamente preparada para as responsabilidades que ele exige. O autor observa que, atualmente, muitos jovens se consideram superiores apenas pela juventude, um fenômeno que se reflete nas "alas moças" dos partidos políticos. Em vez de usar sua energia de forma construtiva, eles buscam ocupar cargos de direção e comando, sem ter a experiência necessária para tal. Pilla lamenta essa mudança, recordando um tempo em que os jovens buscavam aprender com os mais velhos e eram chamados para cargos de liderança não pela sua juventude, mas pelas suas qualidades e méritos. Esse comportamento, para ele, reflete uma mudança social preocupante, em que a mocidade assume um protagonismo sem a devida preparação.