Resumen:
Apresenta uma reflexão sobre o otimismo e o pessimismo no Brasil, utilizando como ponto de partida as declarações de Osvaldo Aranha. Aranha, ao criticar os pessimistas, afirma que não há abismo grande o suficiente para tragar o Brasil, defendendo uma visão otimista sobre o país, com base em sua ascensão pessoal e as conquistas do governo. Pilla, por outro lado, apresenta uma visão mais crítica, destacando que enquanto os líderes podem ter razões para serem otimistas, a realidade da maioria dos brasileiros é marcada pela fome, corrupção, e dificuldades econômicas cada vez mais intensas. Pilla faz uma análise histórica, lembrando das crises passadas, como a de 1929-1930, que resultaram em uma revolução que desviou de seus ideais iniciais. Para ele, o país nunca conseguiu retomar o rumo, e a crise atual não parece ser passageira. Os pessimistas, em sua visão, são mais realistas, pois reconhecem os problemas e procuram evitá-los, enquanto os otimistas, ao ignorar a gravidade da situação, estão contribuindo para a contínua degradação do país. Pilla questiona onde estão os realistas, aqueles que podem julgar sem paixão e que, ao reconhecerem o perigo, podem tentar salvar o Brasil. Ele sugere que o abismo para o qual o país caminha pode ser profundo, e os otimistas não são os que realmente irão evitar a queda.