Resumo:
Aborda um episódio de conflito político em Alagoas, onde o governador Muniz Falcão se vê alvo de um processo de impeachment, promovido pela maioria da Assembleia Legislativa, sob acusação de crime de responsabilidade. Pilla defende a inviolabilidade do cargo do governador, argumentando que ele foi eleito pelo povo e que, enquanto estiver no mandato, deve gozar de sua imunidade, independentemente de eventuais erros na eleição ou na gestão. O autor destaca que, no contexto do regime vigente, o poder é absoluto e incontestável, e que qualquer tentativa de destituir o governador seria tão abusiva quanto suprimir a própria Assembleia Legislativa, que também foi legitimada pelo voto popular. Pilla expõe uma visão crítica sobre o sistema político e a forma como o poder é exercido, afirmando que, apesar de existirem recursos legais para contestar o governo, a violência e os abusos são consequências naturais desse regime. No caso de Muniz Falcão, o governador se torna uma vítima do próprio sistema político que ele representa. A reflexão de Pilla é uma crítica ao autoritarismo implícito na estrutura do poder, em que, apesar de existirem meios legais, os processos políticos muitas vezes resultam em injustiças, deixando os indivíduos, como o governador, vulneráveis ao abuso de poder.