Resumo:
Critica a superficialidade com que alguns jornalistas abordam a questão da reforma parlamentarista. Começa afirmando que o jornalista, apesar de ser capaz de escrever sobre diversos temas, nem sempre se aprofunda no conhecimento necessário, especialmente quando se trata de assuntos complexos como o parlamentarismo. Pilla ressalta que, embora o jornalismo exija intuição e probidade mental, muitos jornalistas comentam sobre a reforma parlamentarista sem possuir o conhecimento necessário, perpetuando informações equivocadas. Ele cita o exemplo de um jornalista paulista que, ao comparar uma crise ministerial na França com uma greve em São Paulo, sugere que ambas as situações são inéditas ou impossíveis sob o sistema parlamentarista. Pilla refuta essa ideia, explicando que, no sistema parlamentar, o governo não depende de uma única pessoa ou grupo, mas de um gabinete que pode ser substituído sem afetar a administração do país. Mesmo na ausência de um gabinete, o chefe de Estado pode assumir temporariamente as funções do governo. Argumenta que as greves, como a ocorrida em São Paulo, não teriam o mesmo impacto em um regime parlamentarista, pois a responsabilidade seria mais compartilhada e os governantes não seriam tão personalistas.