Resumo:
Discute a questão do voto dos analfabetos e as implicações políticas e constitucionais dessa prática. Pilla argumenta que a Justiça Eleitoral tem se esforçado para moralizar o voto, mas há sérios problemas no sistema eleitoral, principalmente relacionados ao eleitorado analfabeto. Critica a existência de eleitores que não sabem ler nem escrever, mas estão registrados, o que configura uma fraude que favorece principalmente os partidos governamentais. Segundo ele, a Constituição exige que apenas cidadãos alfabetizados possam votar, tornando ilegal o voto dos analfabetos. Também reflete sobre os argumentos favoráveis ao voto dos analfabetos, apontando que, embora existam exceções de analfabetos com boa consciência cívica, a maioria não tem a capacidade de discernir e votar com plena consciência. Ele defende que a verdadeira solução para o sufrágio universal seria a alfabetização de todos, e não a fabricação de eleitores. Além disso, o autor alerta para os perigos da propaganda política em massa, que pode manipular eleitores analfabetos por meio de meios de comunicação como rádio e televisão, que possuem um poder de influência muito forte.