Resumo:
Critica a falta de compromisso ético na política brasileira, exemplificando o arquivamento do inquérito sobre o caso do "pinho", onde o legislador envolvido não demonstrou interesse em esclarecer sua responsabilidade. Pilla observa que, em vez de investigar, a tendência é abafar escândalos, refletindo a perda de sensibilidade moral no país. Compara a situação atual com o Império, onde a probidade dos governantes era inquestionável, e um escândalo resultava em ações imediatas, como a saída de um governante do poder. Pilla exemplifica com o caso do Visconde do Rio Branco, que, ao ser acusado de utilizar sua influência para beneficiar um amigo, deixou imediatamente o governo, demonstrando o comprometimento moral da época. Outra referência histórica é o caso de Cotegipe, que, apesar de envolvido em um escândalo de contrabando, teve seu caráter pessoal defendido, mas não impediu sua saída do governo devido à pressão política. O autor lamenta que, atualmente, escândalos não geram as mesmas reações, e a ética pública foi abandonada, com governantes permanecendo no poder apesar de comportamentos questionáveis.