Resumo:
Critica a postura de Macedo Soares, um jornalista da época, e a convenção da União Democrática Nacional (UDN) em relação à reforma parlamentarista. Pilla acusa a UDN de hipocrisia, argumentando que, ao apoiar a reforma parlamentarista, os membros da partido visam apenas garantir o poder, sem uma real preocupação com os benefícios do sistema. Ele sugere que, na verdade, o desejo da UDN é estabelecer um sistema que facilite sua ascensão ao poder, mas que, paradoxalmente, o parlamentarismo é um sistema que pode facilmente expulsá-los do governo. Pilla também critica a justificativa apresentada por Macedo Soares, que cita a experiência da França após a guerra de 1870 como uma razão para a adoção do sistema parlamentarista. O autor argumenta que a instabilidade do governo francês não se deveu ao sistema de governo em si, mas à situação internacional da época. Além disso, aborda a acusação de Macedo Soares de que Pilla seria um fanático por defender a reforma parlamentarista. Pilla refuta a acusação, explicando que a dedicação à causa não é fanatismo, mas sim um compromisso consciente e refletido, comparando sua luta com a dos grandes movimentos históricos do Brasil, como a Independência e a Abolição, que também foram consideradas fanáticas em sua época.