Resumo:
Critica a centralização do poder no Brasil, especialmente em relação ao aproveitamento do petróleo baiano, que, segundo o autor, está sendo explorado de maneira indevida pela União. A Bahia, apesar de possuir grandes reservas de petróleo, pouco se beneficia disso, já que a exploração é dominada pela Petrobrás, um monopólio estatal. Destaca a violação da Constituição Federal de 1946, que garante aos Estados a autoridade sobre a exploração de recursos minerais em seus territórios, como o petróleo. Pilla afirma que a Constituição assegura ao Estado da Bahia o direito de autorizar ou conceder a exploração do petróleo dentro de seu território, mas esse direito foi usurpado pela União, que transformou a sua ação de tutela em uma apropriação indevida do recurso. O artigo 153 da Constituição estabelece que os Estados devem ter a atribuição de explorar seus recursos minerais, desde que cumpram certas condições, mas essa disposição foi ignorada, prejudicando a Bahia e outros estados. O autor também critica a mentalidade centralizadora e autoritária que, após a Revolução de 1930, deformou a política brasileira, tornando a Constituição de 1946 em uma letra morta. Conclui que essa concentração de poder é um reflexo da falta de verdadeira democracia e liberdade no Brasil, um país ainda marcado por práticas caudilhistas.