Resumen:
Aborda a questão da eleição da Mesa da Câmara dos Deputados e critica a forma como o processo é conduzido. Destaca que a Mesa, em vez de ser vista como uma simples comissão permanente, deveria ser encarada como um órgão diretor da Câmara, cuja composição não deveria ser determinada por interesses partidários, mas sim por critérios parlamentares que visem o bem da instituição. Pilla aponta como um absurdo a atribuição de cargos a partidos de forma antecipada e o arbítrio que permite a qualquer partido indicar seus correligionários, mesmo que careçam das qualidades necessárias. Também denuncia a interferência do chefe do Poder Executivo na eleição da Mesa, uma atitude que considera inconstitucional e prejudicial à independência dos poderes. Para ele, a solução ideal seria a escolha dos membros da Mesa por meio de um "espírito de corpo", onde os líderes parlamentares se reuniriam para formar uma chapa adequada, buscando as personalidades mais capacitadas, moral e intelectualmente, para ocupar os cargos. Contudo, Pilla reconhece que esse processo seria utópico, dada a dissolução política e o regime atual, que favorece as disputas partidárias em detrimento da qualidade e da funcionalidade institucional.