Abstract:
Discute a situação da França durante uma grave crise, com ênfase na exacerbação do sentimento nacionalista e nas consequências políticas dessa crise. A França enfrenta dificuldades em manter seu império colonial, o que causa descontentamento em diferentes setores da população, especialmente entre os defensores do nacionalismo. O gabinete Gaillard, que representava uma política razoável, caiu devido à pressão da extrema direita e extrema esquerda, que exploraram o patriotismo popular. Pilla faz uma reflexão sobre a instabilidade política do sistema francês, observando que, apesar de ser frequentemente criticado, esse tipo de instabilidade pode ter evitado revoluções ou golpes militares, fenômenos mais prováveis em um sistema rígido, como o presidencialismo. Ele destaca que, desde a adoção do sistema parlamentar em 1875, a França conseguiu evitar revoluções e golpes de Estado, alcançando uma notável estabilidade política, mesmo após invasões e ocupações. O autor sugere que a instabilidade governamental, embora incômoda, tem utilidade, pois permite um tempo necessário para que as paixões políticas se acalmem e a razão prevaleça, possibilitando uma revisão cuidadosa da situação. Pilla questiona a visão dos países presidencialistas, sugerindo que eles poderiam aprender com a sabedoria da política francesa, onde as crises são vistas como uma oportunidade para ajustes antes de uma solução definitiva.