Resumen:
Raul Pilla critica aqueles que se opõem ao sistema parlamentar, afirmando que os adversários desse modelo ou não são verdadeiramente democratas ou não entenderam seu funcionamento e impacto. Ele destaca que o sistema parlamentar é intrinsecamente democrático, pois prepara o povo para o exercício da democracia. Pilla critica, em particular, a posição de sociólogos que, como Oliveira Viana, sugerem que o Brasil não está pronto para adotar esse modelo devido à sua estrutura social primitiva. Esse ponto de vista, segundo Pilla, implica que o povo brasileiro ainda estaria na barbárie, incapaz de praticar qualquer forma de democracia, o que ele considera uma visão antidemocrática. Também reflete sobre a postura de Oliveira Viana, que, embora seja um sociólogo de renome, não compartilha de um verdadeiro sentimento democrático. Ele questiona a abordagem de Viana, que, ao se concentrar exclusivamente nos dados materiais e rejeitar fatores espirituais como educação e cultura, limita a sociologia. Pilla defende que, apesar das falhas de alguns sociólogos, a defesa da democracia é essencial, lembrando que a posição do jornal "O Estado de São Paulo" sempre foi contra as ditaduras, como demonstrado no apoio aos revolucionários de 1930. Pilla sugere que a contradição na postura dos críticos do parlamentarismo é evidente, pois esses mesmos críticos defendem a liberdade e a democracia, mas não entendem o valor do sistema parlamentar.