Resumen:
Critica as práticas políticas no Brasil e em outros países com sistemas presidenciais, associando a corrupção eleitoral à estrutura do próprio regime. O autor reflete sobre a recente condenação de Juscelino Kubitschek à corrupção eleitoral, destacando que, embora o presidente se posicione contra ela, a corrupção está enraizada no sistema político vigente. Pilla observa que, sob o sistema presidencialista, o governo é centrado no poder pessoal, favorecendo amigos e aliados, enquanto os adversários são tratados com rigor. Ele critica a forma como os pleitos eleitorais são transformados em guerras de conquista de poder, onde os partidos existem apenas para eleger indivíduos e garantir posições, sem foco em princípios ou soluções para problemas públicos. Esse modelo resulta em uma política de favorecimentos pessoais e na corrupção, uma vez que as eleições se reduzem a competições pessoais em vez de representativas. Pilla também faz uma comparação com os Estados Unidos, onde, apesar das virtudes do povo, o sistema presidencialista gera vícios eleitorais semelhantes, como a troca de favores em nome da conquista do poder.