Resumen:
Analisa as causas das queixas e protestos dos oficiais militares durante as promoções nas Forças Armadas. A principal causa identificada é a intromissão da política nas promoções, com militares sendo promovidos para premiar aliados políticos ou punir adversários. Este cenário gera descontentamento, principalmente entre os oficiais que, sem envolvimento político, são prejudicados por essas decisões. A situação é agravada pela prática de confiar a militares os ministérios das Forças Armadas, uma função política e administrativa que deveria ser de responsabilidade de civis. A presença de ministros militares nas pastas de defesa aumenta a politização, dividindo as Forças Armadas em facções com interesses distintos, o que compromete a unidade e a moral da instituição. O autor destaca que, nas democracias verdadeiras, ministros civis são encarregados dos assuntos militares, pois não têm interesses partidários que possam influenciar as promoções e decisões internas. O exemplo dado é o de Juscelino Kubitschek, que, se tivesse a possibilidade de nomear civis para os ministérios militares, poderia ter evitado a divisão nas Forças Armadas. Também menciona que o sistema parlamentarista, defendido por uma alta patente, poderia resolver parte do problema, mas muitos militares temem a substituição de ministros militares por civis, o que consideram uma ameaça à sua autoridade.