Resumen:
Critica a falência do regime eleitoral brasileiro, que, apesar da formalização do voto e da redução de fraudes, ainda enfrenta problemas como corrupção e suborno. Destaca que a verdadeira falha não está apenas nas fraudes, mas na falta de educação cívica da população. Embora o voto secreto tenha sido uma conquista importante, a preparação inadequada dos cidadãos, somada à demagogia e à corrupção do período do Estado Novo, comprometeu o processo democrático. O autor remonta a experiência histórica, observando que, apesar das reformas eleitorais, a consciência política nunca foi realmente trabalhada, deixando os eleitores despreparados para o uso consciente de seu direito de voto. Pilla argumenta que, embora o voto seja uma base fundamental da democracia, ele sozinho não é suficiente para formar cidadãos informados. Para ele, a democracia precisa de um sistema político adequado que não apenas capture a vontade do eleitor, mas que também o eduque e esclareça. O autor sugere que o sistema parlamentar seria mais eficaz nesse sentido, pois oferece uma “escola política” que forma estadistas, algo que o presidencialismo brasileiro falhou em promover. Ao invés de um avanço democrático genuíno, o Brasil tem vivido um ciclo de demagogia, onde o presidencialismo e a ditadura se alternam, mas sem promover uma verdadeira consciência cidadã.