Resumo:
Raul Pilla expõe sua visão sobre a necessidade urgente de reformas no Brasil, destacando a importância de um sistema parlamentarista como base para as mudanças políticas essenciais. Pilla concorda com a ideia de que o país exige uma revolução profunda em diversas áreas — política, econômica, social e moral. No entanto, ele reconhece que uma revolução no sentido clássico é improvável no momento, pois o país atravessa uma fase depressiva, o que impede a eclosão de uma transformação radical. Em vez de esperar por uma revolução, Pilla sugere que os políticos adotem uma postura pragmática e iniciem reformas graduais, começando pela mudança do sistema de governo. O autor critica a atual estrutura política, que considera marcada pela irresponsabilidade, incapacidade e improbidade. Argumenta que, sem uma mudança de regime, reformas essenciais, como a reforma agrária, seriam ineficazes. Pilla defende que a adoção do sistema parlamentar seria a "reforma básica", a mais profunda e abrangente, capaz de abrir caminho para outras mudanças necessárias. Ao contrário da visão de Gustavo Corção, que o acusa de ser idealista, Pilla reafirma que sua proposta está firmemente ancorada na realidade política do Brasil, com os pés "bem assentes no chão". Para ele, o sistema de governo atual impede o progresso, e só a reforma do regime poderá garantir uma verdadeira transformação no país.