Resumen:
Critica a ideia de uma dicotomia entre políticos profissionais, que se aproveitam da coisa pública, e burocratas, que acreditam serem os únicos responsáveis pelo progresso do Brasil. Pilla aponta que a crítica feita a esses dois grupos pode ser injusta, pois, enquanto alguns políticos de fato utilizam a política para fins pessoais, outros dedicam suas vidas à causa pública, buscando o bem do país. A divisão proposta pelo comentarista de um lado com "políticos profissionais" e burocratas, e do outro com "brasileiros que lutam desesperadamente para construir uma grande nação", não é precisa. Para o autor, grande parte da população brasileira não luta efetivamente pelo progresso do país, mas sim busca sobreviver e prosperar individualmente, sem se importar com os interesses maiores da nação. Pilla menciona que, no passado, quando o voto era restrito, a política era dirigida por um grupo que, em geral, governava de maneira mais eficiente. No entanto, com a implementação do voto universal, todos têm o poder de eleger seus governantes, embora a prática não seja ideal, como evidenciam os resultados das últimas eleições presidenciais. A reflexão de Pilla sugere que, em última análise, todos os brasileiros, mesmo aqueles que não são diretamente responsáveis pelo governo, compartilham as mesmas falhas e responsabilidades pelo estado atual do país.