Resumen:
Critica a falta de espírito público no Brasil, um problema que afeta políticos, funcionários públicos e a população em geral. Aponta que as eleições se tornaram um espetáculo doloroso, em que a corrupção substitui a violência e a falta de consciência cívica predomina entre candidatos e eleitores. Segundo Pilla, o voto popular, embora aceito, é muitas vezes manipulado e serve apenas para alimentar paixões pessoais e interesses escusos, o que deteriora a qualidade da representação política e a governança no país. Pilla também destaca a transição do Império para a República e a degradação da vida pública após a implantação do voto secreto. Ele critica a interrupção do processo democrático durante a ditadura do Estado Novo e aponta que, mesmo após a redemocratização, a consciência cívica continuou enfraquecida. O autor observa que, ao longo das décadas, os eleitos têm sido cada vez piores, refletindo a má qualidade dos eleitores, que são igualmente responsáveis pela situação. Pilla refuta a dicotomia entre políticos profissionais e burocratas, argumentando que tanto governantes quanto governados falham em cumprir o seu dever de agir em prol do bem público. Conclui que a verdadeira mudança no Brasil depende de um compromisso cívico genuíno, no qual todos, eleitores e eleitos, ajam com mais responsabilidade e menos egoísmo.