Resumo:
Discute a intervenção do Exército e do Ministro da Fazenda no contexto da "marcha da produção" dos cafeicultores do Paraná. A manifestação visava protestar contra o tratamento do Governo aos seus interesses, mas foi impedida por forças militares, o que gerou questionamentos sobre a legitimidade e a constitucionalidade da ação. Pilla observa que as Forças Armadas não têm competência para deliberar sobre questões políticas, sendo seu papel apenas de cumprimento de ordens. Neste caso, o erro foi a iniciativa do Exército, que deveria ter sido uma decisão do Governo, ou no mínimo, do Ministro da Fazenda, que era diretamente responsável pela política que os cafeicultores contestavam. O autor critica o fato de o Ministro da Fazenda ter solicitado a ação militar sem consultar o Presidente da República ou outros membros do Governo. Embora o Ministro tenha agido para corrigir a situação, Pilla considera que a decisão ainda foi inadequada. Ele faz uma reflexão sobre a subversão do sistema constitucional, destacando que, mesmo que o erro tenha sido corrigido parcialmente, a forma como o Governo lidou com a situação não foi ideal. Por fim, Pilla menciona que, apesar de sua imperfeição, a intervenção do Ministro da Fazenda ajudou a salvar as aparências, atenuando a gravidade do episódio e garantindo uma cobertura política.