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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-04-14T18:38:02Z
dc.date.available 2025-04-14T18:38:02Z
dc.date.issued 1958-11-22
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/8207
dc.description.abstract Traça um paralelo crítico entre o regime monárquico do Império brasileiro e o sistema republicano vigente no Brasil de sua época, destacando uma profunda regressão dos ideais democráticos. O autor começa recordando o antigo artigo 99 da Carta Imperial, que atribuía caráter inviolável e sagrado à figura do Imperador, bem como o artigo 98, que conferia a ele o Poder Moderador – um mecanismo concebido para garantir o equilíbrio entre os demais poderes. Pilla ressalta que, embora esse poder tenha sido amplamente exercido por Dom Pedro I, foi gradualmente abandonado por Dom Pedro II com a consolidação do sistema parlamentar. Contrasta esse modelo com a realidade republicana pós-1955, marcada, segundo o autor, pelo deslocamento do centro de poder para figuras como o Ministro da Guerra, transformado em peça-chave da organização política, exercendo influência que, no passado, caberia apenas ao chefe de Estado. Para Pilla, isso evidencia não uma evolução, mas uma regressão: o poder pessoal, outrora criticado na figura do Imperador, reaparece em novos atores, desprovidos da legitimidade monárquica e muitas vezes protegidos por uma espécie de sacralidade política injustificada. Encerra lamentando o destino do regime democrático-representativo, mergulhado numa “apagada e vil tristeza”, expressão emprestada de Camões, para traduzir o desalento e a desilusão com o rumo institucional do país. pt_BR
dc.subject Poder Moderador; Carta Imperial; República; Organização Política; História Política pt_BR
dc.title Apagada e Vil Tristeza pt_BR
dc.type Other pt_BR


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