Resumen:
Discute a filosofia por trás do sistema político brasileiro, questionando se o país é verdadeiramente democrático ou se adota uma filosofia política de "devorismo". Pilla começa destacando que a filosofia da democracia se baseia na liberdade, igualdade e dignidade dos homens, enquanto o totalitarismo vê o homem como uma peça subordinada ao Estado. O autor sugere que, apesar da Constituição afirmar que o poder emana do povo, a prática política no Brasil está distante de ser genuinamente democrática. A partir disso, Pilla define o "devorismo" como a filosofia política que domina o Brasil, caracterizando o Estado brasileiro como uma máquina espoliadora. Ele observa que os tributos são coletados de todos os cidadãos, sem diferenciação justa entre ricos e pobres, o que indica uma prática oligárquica ou plutocrática. Critica a aplicação dos impostos, que muitas vezes são usados para beneficiar uma minoria, e a política orçamentária que visa apenas o interesse de uma pequena elite. Pilla também aponta problemas administrativos, como o excesso de funcionários públicos nomeados para fins de distribuição de favores políticos e a falta de concorrência nas grandes obras, que resultam em aumento de custos. O exemplo mais grave de devorismo citado é o desvio das verbas destinadas aos flagelados da seca no Nordeste. Para o autor, o Brasil está parasitado por um sistema que privilegia poucos, enquanto a maioria sofre as consequências.