Resumen:
Aborda a questão do direito de asilo, destacando as diferenças nas abordagens entre a Europa e a América. Na Europa, onde a democracia representativa e a estabilidade política predominam, o direito de asilo perdeu sua relevância, sendo considerado uma interferência nos assuntos internos de outro país. Em contraste, na América, onde muitos países ainda enfrentam ditaduras e regimes autoritários, o direito de asilo é visto como essencial para proteger a democracia e os opositores de governos tirânicos. Pilla explica que, apesar de algumas exceções, em ambos os continentes, o direito de asilo é defendido como uma forma de proteção contra a repressão política. O autor utiliza o caso do general Delgado, que se refugiou na embaixada brasileira em Portugal após ser perseguido por tentar desafiar o regime de Salazar, como exemplo de como o direito de asilo pode ser aplicado de maneira justa e necessária. Pilla argumenta que o Brasil tem toda a razão em conceder asilo a Delgado, pois a situação em Portugal justificava a proteção de um cidadão ameaçado pelo governo autoritário. Também ressalta que o direito de asilo, embora beneficie os opositores, pode um dia beneficiar até mesmo os próprios governantes, caso estes se vejam em uma situação de perseguição política.