O jornal O Brado do Sul era editado em Pelotas. Um de seus proprietários era Carlos von Koseritz. Um de seus editores responsáveis foi Domingos José de Almeida, ligado diretamente à Revolução Farroupilha, do lado dos farrapos.
De acordo com Rüdiger, O Brado do Sul não se distinguia, em termos jornalísticos, das demais folhas da época, que se situavam na transição para o jornalismo político-partidário. Um dos primeiros passos para essa mudança foi a tomada de lugar dos tipógrafos por políticos na função social de jornalistas. “Essa transição pode ser melhor visualizada considerando-se a trajetória de Carlos von Koseritz”, explica o autor. O Brado do Sul, segundo ele, serviu aos liberais em função das circunstâcias e das estratégias de cooptação determinadas então pelo campo político.
O jornal traz muitos anúncios – entre eles, destacam-se os que divulgam a programação do Teatro 7 de Abril e os numerosos anúncios de escravizados. No número 12, de 29 de março de 1859, chama atenção anúncio que informa a fuga de uma menina escravizada de apenas 8 anos: “Fugiu de bordo do vapor Rio-Grandense, no dia 27 do corrente, uma negrinha de nome Florinda, idade de 8 anos, e propriedade do Sr. Joaquim José Marques Medeiros”.
REFERÊNCIA:
RÜDIGER, Francisco. Tendências do jornalismo. Porto Alegre: UFRGS, 2003.
Todos os direitos relativos à obra, como reprodução, alteração, distribuição e comercialização, pertencem ao seu criador ou editor e só podem ser utilizados com sua autorização. A base de dados tem função de disseminadora de informação.