Abstract:
Destaca a contradição das democracias ao tolerarem ditaduras, principalmente a de Franco, após a derrota do nazi-fascismo na Europa. Relembra uma passagem do diário de Goebbels, onde o propagandista nazista descreve o receio dos fascistas de perderem o "baluarte" contra o comunismo para os ingleses, o que seria "imbecilidade". No entanto, observa que, ao final da guerra, a ditadura espanhola de Franco não apenas sobreviveu, como se beneficiou de condescendência, até cumplicidade, por parte das nações democráticas. Essa tolerância reflete, segundo ele, uma contradição perigosa, onde o medo do comunismo leva as democracias a fazerem concessões ao fascismo. Argumenta que essa postura é fatal para a democracia, pois ao permitir alianças com regimes totalitários, as democracias perdem sua própria essência e colocam a civilização em risco. Assim, ao favorecerem o fascismo como suposta defesa contra o comunismo, as democracias se expõem a uma perigosa duplicidade, que denuncia como insustentável e destrutiva para a própria civilização.