Resumen:
Critica a confusão política instalada na chamada Novíssima República, considerando-a um regime que herdou os defeitos da República Velha e os vícios da República Nova. Ele atribui essa desordem, em grande parte, ao presidente Eurico Dutra, cuja postura indecisa e contraditória contribui para a instabilidade política. No entanto, destaca que a confusão também é fomentada por outras figuras, especialmente pelo general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, a quem acusa de ser um dos maiores artífices do caos político desde 1930. Expõe o papel ambíguo de Góis Monteiro, que, apesar de ter sido um dos responsáveis pela candidatura de Cristiano Machado, estabeleceu uma aliança com Getúlio Vargas, aceitando integrar sua chapa como vice-presidente. Para ele, essa movimentação política demonstra uma total falta de coerência e compromete a credibilidade da candidatura pessedista, além de fortalecer a volta de Vargas ao poder. Enfatiza a falta de princípios e a conveniência oportunista dos políticos envolvidos, reforçando a ideia de que apenas a candidatura do Brigadeiro Eduardo Gomes representa uma alternativa verdadeiramente democrática e honesta. Segundo ele, sem essa escolha, o Brasil continuará mergulhado na confusão e sujeito ao risco de nova ditadura.