Resumo:
Responde à carta de um leitor, que também é funcionário público, e discorda de suas críticas às gratificações adicionais. O leitor argumenta que trabalha há 25 anos sem promoção, mesmo com boas avaliações de desempenho, e que a gratificação melhoraria sua situação. Pilla reconhece essa dificuldade, mas propõe que o leitor analise a questão de forma ampla, e não apenas pelo caso pessoal. Ele destaca que a gratificação beneficiaria muito mais os funcionários que já estão nos degraus mais altos da carreira, pois o cálculo considera tempo de serviço e vencimentos, favorecendo quem já ganha mais. Enquanto isso, os funcionários mais novos, que estão na base e mais precisam de aumento, praticamente não seriam beneficiados, pois só começariam a receber a gratificação após 15 anos. Diante disso, Pilla questiona: há justiça nesse modelo? Será que essa medida realmente ajuda os mais necessitados em uma época de dificuldades econômicas? Para ele, a resposta é não. Conclui que a proposta de gratificação adicional não resolve os problemas do funcionalismo, pois foi elaborada pelos altos funcionários, que se reservaram a maior parte dos benefícios. Em vez de corrigir desigualdades, essa política apenas reforça privilégios existentes, sem atender às necessidades reais da categoria.