Resumen:
Discute a importância da imprensa para o funcionamento da democracia, destacando que, embora ninguém conteste os benefícios da liberdade e do regime democrático, a sua prática é desafiadora. A democracia exige um mecanismo político adequado, que o Brasil, segundo Pilla, ainda não possui, além de instituições que sustentem a sua existência, com a imprensa sendo uma das mais cruciais. A imprensa tem a função de formar, orientar e refletir a opinião pública, sendo essencial para que a democracia funcione de maneira eficaz, já que a democracia é, em essência, o governo da opinião popular. No entanto, alerta que os avanços tecnológicos ameaçam a função da imprensa, ao reduzir seu papel a simples informação, muitas vezes voltada para a curiosidade do público e gerida como uma indústria, perdendo sua capacidade doutrinária e de formação de opinião. Ele critica a crescente tendência de a imprensa se tornar uma máquina de vender informações, sem preocupações ideológicas, o que pode prejudicar a qualidade da opinião pública e, por consequência, afetar a democracia. Para Pilla, além da informação, é necessário que a imprensa desempenhe uma função doutrinária e social, como instrumento de ação social para sustentar uma democracia saudável. Ele menciona o exemplo do Estado do Rio Grande, que busca cumprir essa missão, destacando que a imprensa doutrinária deve ser protegida para garantir a sustentabilidade da democracia.