Resumen:
Questiona as razões que impediriam o casamento entre a indígena Diacui e o sertanista branco, argumentando que a diferença racial não deveria ser um obstáculo. Para ele, a capacidade de uma pessoa para o matrimônio não se define pela cor da pele, mas sim por características individuais. No entanto, ele começa a entender a posição da instituição encarregada de proteger os indígenas. O tratamento dado a Diacui no Rio de Janeiro é criticado como um erro, pois não se trata de um verdadeiro processo de civilização, que exigiria muito mais tempo, mas sim de uma possível perversão cultural. A exposição repentina aos luxos da vida urbana pode transformar a índia a ponto de torná-la incompatível com a dura vida do sertão, frustrando as expectativas do sertanista. Teme que, diante desse cenário, o casamento entre os dois se torne inviável. Ele sugere que, caso o sertanista realmente deseje casar-se com Diacui e obtenha permissão do Serviço de Proteção aos Índios, ele deveria antes garantir um emprego estável na cidade, insinuando que a índia pode já estar mais adaptada ao ambiente urbano do que ao retorno à vida no sertão.