Abstract:
Defende a transferência de votação, também chamada de preferência de legendas, argumentando que a medida reforçaria o caráter democrático do processo eleitoral. Segundo ele, essa proposta evitaria um governo de minoria, assegurando que a administração tenha apoio popular legítimo, ao invés de formar coligações oportunistas apenas para explorar o poder. Critica a rejeição ao projeto não por razões técnicas, mas devido a interesses partidários imediatos, um comportamento que considera nocivo e mesquinho. Ele aponta que muitas vezes se utilizam pretextos constitucionais para barrar propostas benéficas, mesmo em um país onde a Constituição frequentemente é desrespeitada. Quanto à alegação de que o projeto seria inconstitucional, Pilla rebate afirmando que o sufrágio direto não seria afetado. O eleitor continuaria escolhendo diretamente sua legenda e candidato, apenas acrescentando uma segunda opção, caso a primeira não prevalecesse. Ele esclarece que o mecanismo proposto não configura uma eleição de segundo grau, mas sim um segundo turno automático, inspirado em uma ideia de Assis Brasil. Por fim, denuncia a hipocrisia política, onde argumentos constitucionais servem apenas para encobrir a verdadeira razão da oposição: a defesa de interesses próprios em detrimento de um sistema eleitoral mais representativo.