Resumen:
Analisa a morte de Getúlio Vargas, contestando a acusação de que a oposição fosse responsável pelo suicídio do presidente. Ele refuta a ideia de que a oposição, que pedia a renúncia de Vargas, teria causado o trágico fim, afirmando que a renúncia, por si só, não levaria ninguém ao suicídio, mas sim a pressão de eventos internos e circunstâncias graves que envolviam a política e a situação do país. Destaca que o que motivou a morte de Vargas foi uma série de fatos e circunstâncias difíceis, muitas das quais ligadas a seus familiares e colaboradores. Ele critica aqueles que transferem a culpa para a oposição e as Forças Armadas, afirmando que a responsabilidade verdadeira recai sobre aqueles que criaram ou permitiram o ambiente insustentável que levou Vargas a se ver em uma situação de "lama", como ele mesmo relatou. Também denuncia o discurso de figuras como Gustavo Capanema, que elogiou o sacrifício de Vargas, utilizando a morte para benefício político. Ele defende que a verdadeira culpa pela morte de Vargas deve ser atribuída aos que, dentro de seu círculo próximo, criaram as condições que culminaram no suicídio, e não àqueles que apenas pediam sua renúncia. Conclui com uma crítica ao uso político da morte de Vargas, afirmando que isso alimenta a paixão política e desvia a atenção dos verdadeiros responsáveis.