Resumen:
Analisa a entrevista de Daniel de Carvalho, um defensor do presidencialismo, publicada no "Correio da Manhã". Respeita a opinião de Carvalho, mas critica a conclusão de que o sistema presidencial, modificado pelas Constituições de 1934 e 1946, não precisa ser substituído. Carvalho argumenta que o presidencialismo falhou na América Latina, mas acredita que o sistema atual, embora disfuncional, é uma síntese válida entre o parlamentarismo imperial e o presidencialismo da República Velha. No entanto, Pilla aponta que, apesar da tentativa de adaptação, o sistema atual continua a não funcionar de forma eficaz, resultando em descoordenação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Observa que a Constituição de 1946 falhou em resolver as questões do presidencialismo, mantendo a estrutura centralizada e pessoalista do governo. Critica a visão de Carvalho de que o sistema é uma síntese hegeliana entre duas fases anteriores do regime, argumentando que, ao contrário do pensamento de Hegel, a "síntese" brasileira não corrige os excessos das fases anteriores, mas perpetua os problemas do presidencialismo. A verdadeira solução, para Pilla, seria substituir o sistema presidencialista por uma forma mais eficiente de governo. Ele também destaca que Hegel não pode ser responsabilizado pelas falhas do sistema político brasileiro.