Resumen:
Reflete sobre a crise política e institucional que o Brasil enfrenta, destacando o papel das Forças Armadas e da imprensa, particularmente o jornal Estado de São Paulo. Critica a postura autoritária do jornal, que sugere a correção da crise política por meio de força, argumentando que a solução não deve vir de um golpe militar, mas sim de uma reforma política conduzida pelos próprios partidos. Ele aponta que a crise de outubro e a instabilidade política derivam de uma falta de solução pacífica e institucional. Defende a reforma parlamentarista como uma alternativa viável para a resolução da crise eleitoral de 3 de outubro, considerando-a uma solução para evitar maiores desgastes e garantir a estabilidade política sem recorrer à força. No entanto, o Estado de São Paulo rejeita essa proposta, exaltando a intervenção das Forças Armadas ou a chegada de um “homem providencial” para corrigir os problemas do país. Lamenta essa visão, ressaltando que a verdadeira solução está em um processo democrático de reforma, seguindo os exemplos do passado, como a recomendação de Júlio de Mesquita. A tensão entre as opções políticas e autoritárias reflete o dilema do Brasil de então, onde as forças conservadoras ainda acreditavam no uso da força em vez de fortalecer as instituições democráticas.