Resumen:
Comenta sobre as críticas dirigidas ao discurso do General Canrobert, presidente do Clube Militar, destacando que, apesar das contestações, o essencial do discurso merece ser considerado. O general apontou a gravíssima crise política, social e moral que o Brasil enfrenta, e a necessidade de união entre os patriotas para resolver esses problemas. Ressalta que, embora a declaração de um chefe militar sobre a crise política possa parecer inadequada em um regime democrático, essa realidade é comum no contexto do presidencialismo latino-americano, onde intervenções militares se tornaram frequentes. Defende que a crítica é válida apenas se houver intenções patrióticas por trás dela. Enfatiza que, no momento, apenas um militar de grande categoria teria o poder de se comunicar de forma eficaz com a população, já que a retórica dos políticos e publicitas se mostrou insuficiente. O discurso de Canrobert é visto como uma advertência solene, que deve ser levada a sério. Argumenta que a proposta do general não é de uma união apenas formal em torno de um candidato comum, mas sim uma verdadeira união entre todos os cidadãos bem-intencionados. Esse esforço seria focado na urgente necessidade de reforma das instituições e costumes do país, com vistas a uma transformação profunda.