Resumo:
Traz um forte argumento contra o sistema presidencialista, especialmente em relação à eleição popular do presidente da República. Critica a visão de que essa eleição seja um ato democrático por excelência, alegando que, na prática, o sistema transforma a escolha popular em um processo que elege um "ditador constitucional". Ele sustenta que o verdadeiro governo democrático permite que a opinião pública tenha influência constante sobre o poder executivo. Além disso, destaca os inconvenientes da campanha presidencial, como o alto custo financeiro. Ele menciona que, nos Estados Unidos, a influência do poder econômico nas eleições é tão grande que foi necessário criar legislação para tentar controlá-la. No Brasil, essa carga financeira é ainda mais pesada devido à pobreza do país. Observa que a democracia, quando paga de forma exorbitante, acaba sendo corrompida, não promovendo, assim, um governo genuinamente democrático. Também aponta práticas corruptas associadas ao presidencialismo, como os compromissos pré-eleitorais com empresários, conhecidos como "caixinhas", que são alimentados por dinheiro obtido de jogos de azar, contravenções e comissões de obras públicas. Para Pilla, essas práticas revelam o presidencialismo como uma fonte inevitável de corrupção política, devido à natureza das campanhas eleitorais, que acabam sendo financiadas por interesses privados, comprometendo a integridade do governo.