Abstract:
Analisa o veto presidencial no Brasil e suas consequências para o sistema político. Segundo ele, o veto não é um direito irrestrito, pois a Constituição exige que a medida seja justificada por inconstitucionalidade ou por contrariedade aos interesses nacionais. No entanto, Pilla argumenta que a interpretação dessa contrariedade tem sido excessivamente ampla, permitindo que o presidente da República vete projetos de lei apenas por discordar de seu conteúdo, sem considerar se há real impacto nos interesses fundamentais da nação, como a independência, a liberdade ou a sobrevivência do país. A Constituição brasileira exige que os vetos sejam baseados em critérios claros e objetivos, mas a prática tem mostrado que o presidente utiliza o veto com grande facilidade e sem a devida justificativa. O Congresso Nacional, em vez de rejeitar os vetos, muitas vezes os aprova, o que reforça a concentração de poder nas mãos do Executivo. Critica o conformismo do Congresso e observa que a interpretação abusiva do veto tem levado à subversão do regime democrático, tornando o presidente o legislador supremo. Ele destaca que, em vez de ser um mecanismo de segurança, o veto tem se tornado um obstáculo à legislação, com consequências negativas para a separação de poderes e para o processo democrático.