Resumen:
Analisa a crise do regime político brasileiro, com um diagnóstico que diverge da visão do jornal O Estado de São Paulo. Para Pilla, a origem dos problemas está no presidencialismo, um sistema de governo “imperfeitamente democrático” e “praticamente irresponsável”, que contribui para a degradação da vida pública. Ele acredita que a substituição do presidencialismo pelo parlamentarismo poderia melhorar o cenário político, pois atacaria as causas estruturais da crise. Já O Estado de São Paulo adota uma visão mais pessimista, sugerindo que a troca de regime não resolveria os problemas, já que a raiz está nos homens que ocupam o poder, e não no sistema político em si. Segundo o jornal, a falta de educação e a má formação das elites e da população tornariam qualquer regime problemático. Pilla, por sua vez, argumenta que o problema é mais profundo e remonta a tempos anteriores à Ditadura Vargas. Ele defende que a "enfermidade republicana" tem origens muito mais antigas, surgindo com o presidencialismo e se agravando com a ditadura, mas não sendo causada exclusivamente por ela. Aponta que a falência do regime não é fatalista e que, com a mudança de sistema, seria possível reverter a crise. A análise sugere que a continuidade da crise se deve à persistência dos problemas estruturais do país.