Abstract:
Discute os desafios políticos e sociais enfrentados pela Argentina após a queda do regime peronista. Ele aponta que, embora o governo revolucionário tenha firmeza, encontra enormes dificuldades para resolver os problemas econômicos e financeiros deixados pelo peronismo. A situação é agravada pela persistente influência de um povo ainda fanatizado por Perón e Evita, que direciona a culpa dos problemas à nova administração. Um dos maiores desafios é a realização das eleições, previstas como parte do movimento restaurador da democracia, mas que, ao mesmo tempo, apresentam riscos. A falta de um líder capaz de unificar a nação e substituir o culto a Perón é destacada como um problema central. Também menciona o caso do político Arturo Frondizi, que, apesar de sua oposição a Perón, recorre a táticas demagógicas ao pedir a libertação dos peronistas e explorar a crise econômica em seu benefício. Critica esse comportamento, afirmando que, ao tentar consolidar seu poder pessoal, ele fortalece os remanescentes do regime deposto. Sugere que, se a revolução tivesse adotado o regime parlamentarista, as eleições seriam mais livres e sem o risco de uma nova ascensão de um governante autoritário. Para Pilla, o presidencialismo, com sua tendência à concentração de poder, pode frustrar as esperanças de uma verdadeira renovação democrática.