Resumo:
Reflete sobre os eventos envolvendo o ex-presidente Getúlio Vargas, a sua atuação política e as consequências de suas ações. Mesmo se considerarmos Getúlio Vargas como um político impecável, Pilla argumenta que sua atuação sempre poderia ser discutida e criticada, algo natural em uma democracia. Ele destaca que Carlos Lacerda foi um dos principais críticos do regime de Vargas, denunciando os abusos de poder e a corrupção reinante. Esta oposição resultou, inicialmente, no atentado de Toneleros, e posteriormente no suicídio de Vargas, um evento complexo, com várias causas, que não pode ser atribuído a um único fator. Pilla reflete sobre o papel da mídia e a tentativa de responsabilizar Lacerda pelo suicídio, o que considera uma explicação simplista e infundada. Ele critica a tentativa de alguns partidários de Vargas de justificar a violência no Rio Grande do Sul, alegando que isso não poderia ser feito em nome do povo gaúcho. Enfatiza que a reação dos riograndenses foi diferente: em uma eleição subsequente, o candidato da Frente Democrática derrotou o trabalhista, mostrando que a violência não era representativa da vontade popular. Pilla elogia as autoridades do Rio Grande do Sul por manterem a Constituição em vigor, evitando a insânia e preservando o estado de direito, mesmo diante de fortes pressões políticas.